1984

Olááá!
Tudo beem?

No dia 27/01/2019 eu finalizei a leitura do livro “1984” de George Orwell, traduzido por Heloisa Jahn e Alexandre Hubner e publicado pela Editora Companhia das Letras.
Vem, vamos falar sobre ele:

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Sinopse: “Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito.
Quando foi publicada em 1949, poucos meses antes da morte do autor, essa assustadora distopia datada de forma arbitrária num futuro perigosamente próximo logo experimentaria um imenso sucesso de público. Seus principais ingredientes – um homem sozinho desafiando uma tremenda ditadura; sexo furtivo e libertador; horrores letais – atraíram leitores de todas as idades, à esquerda e à direita do espectro político, com maior ou menor grau de instrução. À parte isso, a escrita translúcida de George Orwell, os personagens fortes, traçados a carvão por um vigoroso desenhista de personalidades, a trama seca e crua e o tom de sátira sombria garantiram a entrada precoce de 1984 no restrito panteão dos grandes clássicos modernos.
Algumas das ideias centrais do livro dão muito o que pensar até hoje, como a contraditória Novafala imposta pelo Partido para renomear as coisas, as instituições e o próprio mundo, manipulando ao infinito a realidade. Afinal, quem não conhece hoje em dia “ministérios da defesa” dedicados a promover ataques bélicos a outros países, da mesma forma que, no livro de Orwell, o “Ministério do Amor” é o local onde as pessoas contrárias ao governo sofrem às mais bárbaras torturas.
Muitos leram 1984 como uma crítica devastadora aos belicosos totalitarismos nazifascistas da Europa, de cujos terríveis crimes o mundo ainda tentava se recuperar quando o livro veio a lume. Nos Estados Unidos, foi visto como uma fantasia de horror quase cômico voltada contra o comunismo da hoje extinta União Soviética, então sob o comando de Stálin e seu Partido único e inquestionável. No entanto, superando todas as conjunturas históricas – e até mesmo a data futurista do título -, a obra magistral de George Orwell ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre os excessos delirantes, mas perfeitamente possíveis, de qualquer forma de poder incontestado, seja onde for.”

Bem, nem sei por onde começar…

Esse foi o livro escolhido para janeiro pelo meu clube do livro, eu já tinha ouvido falar de coisas muito boas a respeito desse livro, principalmente depois que eu li A Revolução dos Bichos do mesmo autor.

Como eu ainda não tinha ele em formato físico eu não queria ler, porque sou dessas – se tiver um livro que quero muito ler e que tenho quase certeza que vou gostar preciso ler físico. Mas como ele foi o escolhido tive que pegar o ebook. Até aí tudo bem.

Apenas uma observação: esse livro deve, com certeza, fluir muito melhor no formato físico, por causa da diagramação e pelos capítulos enormes. Ler no Kindle, apesar do livro ser bom, foi muito cansativo.

E depois que eu li esse livro eu tive certeza que a frase O livro é uma arma é verídica. Não sei onde li essa frase, mas já ouvi. E sei que ela é verdade porque esse livro nas mãos erradas pode ser uma arma apontada para nossas cabeças.

Agora vamos para a história para eu poder explicar esse meu pensamento.

O livro caminha junto com o personagem Winston Smith no ano de 1984, um homem de 39 anos, morador da Oceânia, participante do Partido Externo, trabalhador do Ministério da Verdade e contra o governo – que chamei de um rebelde enrustido.

Seguimos ele no seu dia-a-dia conhecendo tanto o mundo que está em volta dele como sua visão desse mundo. O Governo que está no poder é o do Socing, socialismo inglês, que se assemelha muito a uma ditadura – ao meu ponto de vista. Todos são diariamente observados, 24 horas por dia e 7 dias por semana, por diversas câmeras que além de os observar e escutar, ainda fala sem parar coisas sobre o governo. Uma lavagem cerebral incessante.

Nada do que falei até agora é spoiler ok?

E sem contar que qualquer pessoa que demonstrar o mínimo de suspeita contra o governo simplesmente deixa de existir e ninguém pode falar sobre isso. Diariamente diversas mentiras são ditas para embelezar o governo ditatorial e para enaltecer ele. Aí você me pergunta: ué, é só as pessoas terem provas contra para formar uma aliança rebelde e tals….

É aí que mora o problema, não existe provas porque o governo controla o passado. O passado é alterado diariamente para engrandecer o Grande Irmão. Ahh, pois é, o governo tem um rosto e o rosto é o Grande Irmão. Que fica de olho em todos… alguma semelhança com um tal programa por aí? Então.

Todos os dias são cronometrados com os afazeres de acordo com o que o Governo quer, se desobedecer já era. Pensar por si só é crime, as crianças desde cedo sofrem lavagem cerebral para dedurar os próprios membros da família. É como criar um inimigo, não há descanso nem em casa.

Sem contar que diariamente existe a programação dos Dois minutos de ódio, onde por dois minutos são passados por todas as teletelas (Câmeras e telas que vigiam o povo) um discurso de puro ódio contra um tal Goldstein – que seria a marca da rebeldia.

Sem contar que o governo criou uma nova linguagem denominada de NovaFala onde todos os conceitos são redefinidos, impedindo assim pensamentos rebeldes. Você só pode usar as palavras que existem que tem um conceito definido e sendo assim o Grande Irmão sempre saberá o real significado das palavras usadas.

Já se sente sufocado? Só de pensar nessas coisas já fico aflita.

Por isso que digo que esse livro é uma arma nas mãos de pessoas sedentas por poder e que não tem humanidade, terão um passo-a-passo de como nos destruir e veja… não é difícil, mesmo sendo horrível pensar nisso.

Mas seguimos com Winston com ódio do governo, mas escondendo sempre, tendo pequenos atos de rebeldia como manter um diário escondido. Conhecemos outros dois personagens, uma menina – que para ele é tão estruturada pelo governo que chega a sentir nojo – e um rapaz que no leve tremeluzir do olhar o Winston sente que não está sozinho.

Daí para frente diversas reviravoltas acontecem que não vou contar porque acho que a surpresa é essencial na leitura.

Mas direi alguns pontos que ressaltei – sem spoiler.

Achei o romance que surge meio afobado, rápido e desnecessário. Entendo que se encaixa perfeitamente nos acontecimentos futuros da história, mas ainda sim fiquei tremendamente incomodada. O que acho que era o intuito do George Orwell, você conseguiu.

Não consegui me afeiçoar ao personagem principal, por diversas atitudes dele, mas tiveram dois pontos – um na infância e outro em um ato rebelde – que passei a não gostar mesmo dele. A todo momento eu desconfiava da Julia (Garota do Partido) e nunca gostei dela também. E achei que as atitudes dela se encaixam perfeitamente em muito pensamento de hoje em dia que a pessoa não liga para o passado e nem para o futuro, gosta de viver apenas o hoje.

E a vida não funciona assim, não é? Se bebermos toda a água hoje, amanhã morreremos de cede.

O’brien é foda. Só digo isso e interpretem como quiser pós leitura, haha.

E existe a minha reflexão principal, aqui as pessoas vivem um estilo de socialismo e criticam o capitalismo, porém agem da mesma forma que os antigos opressores. Entendeu a crítica? Se você está disposto a TUDO, digo tudo mesmo, para derrotar o seu inimigo, você não está se tornando pior que ele?

E no meu ver toda a sua luta cai por terra quando você aceita se igualar para vencer. Não podemos rebater maldade com maldade – apesar de ser a vontade.

Existem diversos outros pontos para discussões que poderíamos levar dias e que teriam muitos spoilers, não vou fazer isso. Mas, por favor, fique à vontade de me chamar no direct no insta para batermos um papo se quiser. Vou amar conversar sobre essa obra magnífica.

Agora finalizo com duas frases que mexeram comigo por conter tanta verdade a respeito do nosso viver em 2019, sendo que o livro foi publicado em 1949.

Quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente controla o passado.

 

Não se estabelece uma ditadura para proteger uma revolução. Faz-se a revolução para instalar a ditadura.

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Beijos e abraços.
Paulinha Pêcego

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