Drácula

Bom dia!!

No dia 14/01/2019 eu finalizei a leitura do livro “Drácula” de Bram Stoker, traduzido por Marcia Heloisa e publicado pela Editora Darkside Books. Vamos para a resenha?

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Sinopse: “Drácula, um clássico que ainda corre quente na veia de inúmeras gerações de leitores por todo o mundo e a mais celebrada narrativa de vampiros, continua a transcender fronteiras de tempo, espaço, história e memória. Embora o famoso conde não tenha sido o primeiro vampiro literário, certamente é o mais popular, sugado e adaptado para inúmeros universos: teatro, cinema, quadrinhos, séries e brinquedos, o semblante é reconhecido até mesmo por aqueles que nunca leram o romance. A obra atemporal de Bram Stoker narra, por meio de fragmentos de cartas, diários e notícias de jornal, a história de humanos lutando para sobreviver às investidas do vampiro Drácula. O grupo formado por Jonathan Harker, Mina Harker, dr. Van Helsing e dr. Seward tenta impedir que a vil criatura se alimente de sangue humano na Londres da época vitoriana, no final do século XIX. Um clássico absoluto do terror, Bram Stoker define em Drácula a forma como nós entendemos e pensamos os vampiros atualmente.”

Por mais incrível que possa parecer esse foi meu primeiro contato com a obra de Bram Stoker. Nunca havia lido o livro e nem nunca vi os diversos filmes já formulados. Sempre tive uma vaguíssima ideia sobre o que se tratava a história: Vida de conde Drácula.

E para prosseguir tenho que dar menção honrosa para a introdução maravilhosa da Marcia Heloisa; aprendi muito com ela sobre a obra e todo o mundo intrínseco a ela e fiquei empolgadíssima com a obra. Vale muito a pena ler cada linha. Sem contar nessa edição primorosa da Darkside, está maravilhosa!

Bem, nas primeiras duas páginas senti uma mínima pontada de frustração, porque apesar de eu nunca ter lido ou conhecido a história de Drácula no ‘disse-me-disse’ da vida eu jurava que a história era contada pelo próprio conde ou no máximo em terceira pessoa. Tive uma surpresa ao descobrir que o livro todo é composto por diários, cartas e fragmentos de jornal.

E ressalto que foram apenas nas duas primeiras páginas, porque a partir da terceira já me vi envolvida de tal forma que não queria largar e de frustrada passei a empolgada e depois para fascinada.

“Só compreendemos a verdadeira dimensão de certos horrores quando nos vemos face a face com eles” [pág.45]

Que leitura maravilhosa! Logicamente que a escrita tem o tom mais rebuscado por se tratar de um clássico e aqui já dou novos parabéns a editora por permanecer fiel a isso. Já ouvi falar de muitas editoras que preferiram ‘atualizar’ a linguagem para ficar mais ‘fácil’ a leitura e para mim a única coisa que acabaram fazendo foi estragar a experiência de leitura.

Manter a escrita original com o rebuscamento original te trás uma imersão maravilhosa e que sou imensamente grata. Tenho que concordar em gênero, número e grau com o que li já após a leitura, num fragmento de jornal da The Daily News de 27/05/1897 – Londres, esse extra excelente que a editora nos proporciona:

“Se o autor de ficção pretende que leitores acreditem em sua história, precisa ele próprio acreditar nela, ou, pelo menos, aprender a escrever como se acreditasse.”

E também com o que o clérigo inglês, Sydney Smith (1771-1845) falou com:

“A grande questão que devemos nos fazer acerca de um romance é: foi uma leitura divertida? Você levou um susto ao perceber que perdeu a hora do jantar? Achou que não eram ainda dez da noite e já se passava das onze? Atrasou-se para se arrumar para sair? Ficou acordado lendo até mais tarde do que de costume? Se um romance produz tais efeitos, é bom; se não, não há nada que possa salvá-lo: nem enredo, escrita, amor ou polêmica… Um bom romance deve entreter; se não serve para isso, não serve para nada.”

Também conheci essa ilustre frase nos extras dessa edição maravilhosa.

E bem, você pode pensar, o que essas frases tem a ver com Drácula? Simplesmente TUDO!

Não sei se Bram Stoker acredita em vampiros, mas digo com todas as letras que ele pelo menos sabe como escrever como se acreditasse porque eu em certos momentos cheguei a agradecer a Deus por esses monstros não existirem! (Se existirem que eu não os encontre pelo menos, haha)

E eu posso dizer que é um horror maravilhoso de ser lido, eu devorei as páginas, pedi horários, rodei noites sem perceber, esqueci de comer, ri, fiquei com vergonha, fiquei com medo, tive arrepios, fiquei ansiosa, apreensiva, curiosa… tudo! Eu fiquei de cara! Já tinha um tempo que uma leitura não mexia assim comigo, que não me colocava em sintonia com os personagens e eu simplesmente amei!

“Prefiro chegar atrasado na disputa pelo seu coração do que a tempo para ganhar o de qualquer outra garota” [pág.92]

Vamos a história…

Drácula começa com o diário de Jonathan Harker um assistente de advogado que viaja para a Transilvânia à negócios. Ele tem que tratar da papelada de venda de propriedade em Londres pelo conde Drácula e começa a viagem fazendo o registro no seu diário de viagem. Começa despretensioso, apenas com ele compartilhando as diversas paisagens maravilhosas e quando você menos espera já está sentindo alguns arrepios junto com o jovem Harker por causa das superstições dos aldeões que encontra.

Já no castelo, ele começa a se sentir prisioneiro e seu maior pesadelo se torna real em um dia quando ele tenta ir embora e tudo está trancado. O conde apenas vai encontra-lo tarde da noite e quer apenas conversar sobre Londres, sem dar liberdade alguma a questionamentos e quando ele consegue uma brecha para perguntar sobre as coisas estranhas a sua volta, o conde desconversa.

Em seus relatos vemos seu horror e sua crise de pânico por estar sendo mantido como prisioneiro crescer, vemos suas tentativas de fuga falhadas e vemos se o tal perigo é real ou não pelos olhos dele. Até que ele algo realmente assustador acontece, ele registra as pressas o que aconteceu e pronto, as próximas páginas já são preenchidas pelas cartas da noiva dele, Mina, para a melhor amiga Lucy.

Então somos transportados para o diário de Mina quando ela vai passar uma temporada na casa de Lucy, apesar de parecer em primeira mão que estamos nos encaminhando para uma história diferente e ficarmos angustiados por notícias de Jonathan, logo logo percebemos que algo sinistro permeia os dias de Mina e de Lucy e que está inevitavelmente ligado ao querido conde.

De carta em carta, diário em diário, conhecemos os agora amigos que se juntam com uma decisão em mente: aniquilar o conde Drácula da face da Terra e assim trazer salvação para as pobres almas que cruzariam seu caminho. Um grupo que é ligado por um horror e com o objetivo de trazer paz, não se deixa acovardar.

Deixem bem em aberto o final aí porque eu não posso contar diversos detalhes que seriam spoilers cruciais. Mas tá aí um pouco do desespero deles: como matar alguém que tem a força de vinte homens, pode mudar o clima, se dissipa na névoa, pode passar por apenas frestas, que pode te hipnotizar apenas se quiser, controla alguns animais e ainda pode se transformar em outros?

Bom… vem descobrir o que aprendemos com as lendas que o dr.Van Helsing tem a compartilhar…

Para deixar claro: LEIAM. Recomendado!

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Beijos e abraços.
Paulinha Pêcego

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