IT: a Coisa

Boa tarde, meus leitores!

Dia 08/12/2018 eu terminei, finalmenteeeeee o livro “IT: a Coisa”, de Stephen King, tradução de Regiane Winarski, pela editora SUMA de Letras.

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Sinopse: “Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e… do medo.
O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry.
O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em It: A Coisa, clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.”.

Bom, gente nem sei por onde começar.

Tem bastante tempo que tenho um crush nesse livro, fiquei fascinada pela capa desde a primeira vez que vi. Curiosíssima fiquei e fui ler a sinopse, aí fiquei tremendamente dividida: Curiosidade X Medo.

E somente quando vi a #maratona24hnosleep da Tamirez do Resenhando Sonhos (Aproveita e vai lá se inscrever, esse canal é foda) e o projeto de leitura conjunta do Chá de Prosa tomei coragem e comecei. Comecei no início de outubro, tive alguns outros trabalhos e não consegui terminar antes da #maratona24hnosleep só eu que dormi, kkkkk e não consegui finalizar de novo.

Depois eu tive alguns trabalhos que me atrasei nas leituras e a conhecida flopagem de novembro, maaaaas finalmente terminei. E que leitura meus amigos! QUE LIVRÃO! Realmente, cinco estrelas e favoritado.

“Era mais fácil ser corajoso quando você era outra pessoa” Página 68

Agora vamos para a história.

Primeiro para quem não sabe, esse livro já teve um filme de 1990 e agora, 27 anos depois – hehe, piadinha interna, 2017 teve um novo filme dividido em duas partes. A segunda sairá ano que vem. Eu assisti aos filmes primeiro, gostei bastante – ainda sou mais fã do antigo, porém o novo é bom também.

“Quando você ficava grande o bastante para que reparassem em você, estava grande o bastante para tentarem atingir você.” Página 80

Tive um leve medo? Tive, não posso negar. Palhaços já me dão sérios arrepios, o senhor Pennywise então, credo. Então fui ler o livro. Posso dizer que tiveram partes que me deixaram arrepiada sim, não cheguei a ter um super medo que tive que fechar o livro e não consegui dormi. Não. Mas tive alguns arrepios, principalmente quando a Coisa aparecia sem forma definida.

Vou presumir que vocês conhecem um pouco da história e que talvez tenham assistido o filme, senão minha resenha irá se ater a sinopse. São muitos detalhes que podem ser vistos como spoilers, e tem outros que não direi de jeito nenhum porque não tem nos filmes e a experiência é única lendo.

“[…]o lar é onde o coração está, […] o lar é o lugar onde, quando você precisa ir lá, eles têm que te receber. Infelizmente, também é o lugar em que, quando você entra, não querem deixar você sair.” Página 93

E o livro começa na cena do George Denbrough brincando com o barquinho e seu encontro com a Coisa. Ele está sozinho nas ruas de Derry, correndo atrás de seu barquinho de papel que seu irmão, Bill, fez. Bill não foi junto por estar de cama doente. E no encontro do George e a Coisa, ela é apresentada a ele como o Palhaço Pennywise e quando George cai na lábia dela e se aproxima, a Coisa arranca o braço dele na tentativa de o arrastar para o bueiro.

George morre na hora. Daí então o livro vai apresentando outras diversas cenas de violência na Derry de antes e depois, que de primeira mão você não vê conexão nenhuma com a história original, mas que lá pra frente fará toda a diferença. E não pense que é uma cena tranquila, dá raiva, dá asco e por isso a escrita desse homem é tão boa. Nessa parte você já começa chocado com os tons homofóbicos e racistas na narrativa, mas fica claro que essa é a ideia que King quer passar… a população de Derry é racista e homofóbica, isso fica bem claro que chega a te ajudar a ter aquele sentimento ruim de previsão que algo péssimo vai acontecer porque fulano é negro ou homossexual.

“[…] acontecimentos são como dominós. O primeiro derruba o segundo, o segundo derruba o terceiro, e não tem mais volta” Página 315

E já percebemos no início que tudo de ruim que acontece em Derry a Coisa está envolvida até os dentes. E para os cidadãos, principalmente os antigos, isso é ok, nada é alarmante e sempre fica aquela sensação que eles estão acobertando a Coisa. Aí vem aquela pergunta: é a Coisa que assombra Derry ou Derry é a maldição personificada na Coisa?

Os sete amigos – Bill, Ben, Bev, Richie, Eddie, Mike e Stan, são apresentados como crianças em 1958 e eles tem uma ligação muito forte que os leva a enfrentar a Coisa. E por causa dessa ligação e de um pacto de sangue, 27 anos depois eles são acionados por Mike – Único que ficou em Derry, a retornar porque a Coisa tinha acordado.

“Mentimos melhor quando mentimos para nós mesmos” Página 429

O engraçado e que ficamos surpresos ao descobrir é que todos se esqueceram do seu passado e por causa da ligação de Mike as lembranças vão vindo como golpes de tempos em tempos. Cada um reage de uma forma diferente, mas todos tem aquele medo sufocante surgindo novamente.

Então em IT vamos ter os capítulos intercalados entre 1958 – tempo criança, com 1980 – tempo adulto. Sempre mostrando toda a carnificina feita pela Coisa, mostrando suas vítimas, mostrando que a Coisa é muito menos que um palhaço amaldiçoado e mais do que um mal puro e antigo.

“[…] Não acabou comigo como pessoa. […] me deu base de comparação, pude descobrir que ainda dava para existir dentro da dor, apesar da dor”. Página 762

E não é porque eles estão adultos que as condições são melhores, o medo paralisante está em todos os poros deles. Porque antes eles pegaram a Coisa de surpresa, agora ela quem tinha chamado eles.

E os detalhes, a narrativa, os diálogos, a forma como você é levado ao passado e transportado para o futuro são magníficos. King é de uma destreza magnifica, rico em detalhes e com um desenvolvimento sem furo nenhum. Por mais que você ache que uma parte é desnecessária, mais na frente ela vai se tornar importante e você vai ficar de cara.

“Consolo frio, talvez, mas é melhor do que consolo nenhum” Página 876

É um livro muito, muito bom. Que eu recomendo fortemente que todos leiam. Não se espantem com o tamanho, é grande sim o menino haha, mas vale cada página. Um conselho: leia ele com outro livro. Porque é uma leitura pesada, tem partes que simplesmente não dá para ler mais do que 200 páginas direto e ajuda a acalmar a ansiedade se tiver outras leituras mais rápidas acompanhando.

“[…]se a vida ensina alguma coisa, é que há tantos finais felizes que o homem que acredita que Deus não existe precisa questionar seriamente sua racionalidade” Página 1099

Só pra ver se todo mundo entendeu: LEIAM!
Vocês vão amar!

E aí, vocês já leram?
O que acharam?
Comentem aí!

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UPDATE DA LEITURA:
Cartas de um diabo a seu aprendiz – C.S. Lewis;

 

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Beijos e abraços.
Paulinha Pêcego

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Um comentário em “IT: a Coisa

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