Quem escreveu nossa história

Booa noite, leitores vorazes!

Ontem, 03/12/2018 eu terminei o livro “Quem escreveu nossa história”, de Evellyn Miller, com publicação independente pela Amazon.

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Sinopse: “Lizzy é uma jovem psicóloga recém-formada, que distante de sua família, está em busca de si mesma e de ascensão profissional. E embora seja apaixonada por romances da ficção, sente que não é boa o suficiente para ser amada por alguém. Um complexo da rejeição em relação à mãe, a colocou em relacionamentos abusivos e infelizes. O que ela não imaginava, era que uma prece silenciosa em seu quarto escuro, poderia ser ouvida e, uma nova história seria escrita para ela e o seu novo vizinho, o belo engenheiro Heitor, um homem com dilemas existenciais tão complexos quantos os seus. Juntos, eles vão descobrir o caminho para curar suas feridas emocionais e aprender importantes lições que envolvem amor, espera, altruísmo, fé e perdão. Uma deliciosa viagem pelo mundo das emoções humanas e encontros e desencontros ambientados no interior de Minas Gerais, na bela Londres, e na capital do Brasil”.

O livro Quem escreveu nossa história é um romance contemporâneo, com início, meio e fim. Não deixa pontas soltas. A escrita da autora é bem concisa e fluída. É um livro que dá para se ler rápido, apesar das duzentas e poucas páginas porque não existem tempo morno. A todo momento algo está acontecendo na narrativa.

Como até compartilhei nos meus stories conforme eu ia fazendo a leitura, eu tive um tremendo problema com a protagonista. Não que ela tenha sido ruim, pelo contrário, é muito bem construída. Foram questões de atitudes mesmo, haha.

Eu tomaria diversas decisões diferentes. Fora esse atrito de interesse entre nós, haha, o resto foi muito bem construído e embasado. A história é todo em volta do romance de Lizzy com o Heitor e tem diversas reviravoltas.

Entrando um pouco na história sem spoilers, Lizzy mora em Uberlândia e é formada em psicologia. Trabalha para uma empresa e é solteira. Sua melhor amiga mora em Uberaba, uma cidade próxima a dela, e sua família não é dali. E a história começa com ela passando um dia com a amiga que veio visita-la, nesse mesmo dia ela conhece o Heitor e apesar de não acreditar em amor a primeira vista, ela se apaixona sim por ele. E o resto da história são as reviravoltas do destino em cima do romance deles.

[Contém spoiler] Primeira atitude que desaprovei da Lizzy, apesar de saber que ela foi pega de surpresa, foi ela não ter achado nenhum problema em um homem que ela não conhece elogiar a bunda dela em um vestido. Vamos lhe por a par da história, Lizzy tinha acabado de ver um deus grego no shopping e quando foi provar roupas com a amiga Carol, saiu do provador perguntando se o vestido marcava a bunda dela. Porém a amiga não estava lá e sim o tal do deus grego que elogiou e ela agiu como se fosse normal, apenas com vergonha por ser o tal homem bonito.

[Contém spoiler] Agora vou explicar porque eu tive problema com essa pequena cena, se fosse um homem feio, ou um homem ‘estranho’ ela teria agido de uma forma totalmente diferente e poderia até ter o culpado de assedio. Esse é um problema, porque por mais que um homem seja bonito, é hipocrisia você aceitar um elogio pessoal desse, se por acaso fosse um outro cara teria sido um problema. O ponto é que: ela não conhecia o rapaz e ele fez um comentário meio ‘íntimo’ e ela não viu problema nisso. Lembrando que isso é apenas minha opinião, rs, sei de diversas meninas que se receberem ‘cantada de pedreiro’ de um cara boa pinta ou rico, tá tudo ok. Se receber de um pedreiro ou de um moto táxi, exemplos aqui, faz um escarcéu. E acha que está tudo ok.

Novamente opinião minha, são meus preceitos, não quer dizer que seja errado ou regra. EU apenas que acho, ok?

Voltando.

[Contém spoiler] Segundo decisão que eu teria tomado diferente da Lizzy, ela viu que o Heitor era comprometido e não parou de ‘investir’. Sei que ele estava totalmente errado, na minha opinião, mas quando um não quer dois não brigam rs. Ela poderia ter cortado, sem ser grossa e sem deixar de demonstrar que tem interesse.

[Contém spoiler] Outra decisão que eu tomaria diferente, acabei de conhecer o cara, estamos tratando de futuros negócios, imobiliários, eu não vou abrir minha vida, muito menos minha vida sexual e isso ser ok. Achei ela muito dada, sei que tem gente assim e isso não é erro. Mas isso foi muito contra o que sou, haha. Eu fiquei de diversas vergonhas alheias.

E isso é que é o bom de uma boa escrita, ela te faz ter todo o tipo de sentimento. Se fosse uma escrita ruim, não teria me prendido com uma protagonista tão diferente de mim. O restante da história foi muito bem construído, só uma coisa que achei que ‘faltou’. Bem, não diria que faltou, achei um pouco contraditório:

[Contém spoiler] César. Primeiro ela fala/lembra tranquilamente que sempre se envolveu com caras mais velhos, primeiro o advogado que ela perdeu a virgindade e segundo o professor César. Ela tinha 17 e ele 30, e até aí esse não foi o problema pra mim, o problema foi que quando o relacionamento entre eles foi apresentado, ela falou como se fosse um relacionamento não fixo que ‘por falta de opção’ não ficou sério e nem acabou. Contudo mais pra frente o contexto muda.

[Contém spoiler] Mais pra frente ela apresenta como um relacionamento abusivo que ele a traia e que não permitia ela sair ‘assim ou assado’. Como um relacionamento que não foi sério pode haver traição? Novamente, em meu conhecimento, se não tem um relacionamento sério pré-estabelecido, não tem dessa de ser ‘exclusivo’. E o fato de ele ser mandão, isso ou aquilo, o problema foi em primeira mão ela ter falado como se fosse um relacionamento qualquer que acabou em definitivo quando ele saiu do Brasil e em outro momento já falar com dor, como se o relacionamento tivesse a envolvido e sofrido.

Achei que faltou um alinhamento nisso.

Fora isso, a escrita é muito boa. O romance é bem construído, o destino trabalhou ferrenhamente nesse casal, haha. Para quem gosta de romance, está recomendado. Vale a pena.

Vocês já leram?
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UPDATE DA LEITURA:
IT: a coisa – Stephen King;
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Beijos e abraços.
Paulinha Pêcego

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Um comentário em “Quem escreveu nossa história

  1. Quem escreveu nossa história, na verdade, foi a minha primeira história. Eu simplesmente peguei o notebook e falei para o meu marido: vou escrever um livro. Na época, não tinha a menor intenção de publicar, mas fui incentivada por um colega que já havia escrito e publicado na Amazon. O bom em publicar foi ver outras pessoas interpretando os personagens e me fazendo ver coisas que eu mesma não havia percebido. Estou curtindo muito esse lance de resenhas. Vamos à Lizzy: Ela parece ser toda certinha, boazinha, a “mocinha” do livro. Só que não! Como você mesma percebeu Lizzy tem uma série de atitudes que são politicamente incorretas, é por isso que a Danny (a vilãzinha da trama) diz que a Lizzy é sonsa, ou seja, “se faz de morta para comer o coveiro”. E o bonitão do Heitor parece ser todo perfeito, mas já traiu a noiva em várias ocasiões, como ele mesmo relatou. A ideia inicial era essa mesma: mostrar a dualidade do ser humano. Ninguém pode ser totalmente bom ou totalmente ruim. Podemos ser bons, altruístas e ainda assim, ter defeitos e até desvios de caráter. Fora que teve um lance de plantio e colheita na trama: Lizzy tentou tomar o namorado da Danny e depois pagou um preço alto. Ai ai ai que a lei da semeadura não falha…. nem na ficção! ha ha ha. Espero poder compartilhar mais histórias com vocês. Tem sido uma experiência muito rica. Beijos no coração!

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